TEMA: Como vencer a pobreza e a desigualdade
Cives totius mundi
O tema é, sem dúvida, tão ambicioso quanto necessário. Vencer esse binômio significa tanto a vitória de ordem econômica quanto, e primordialmente, sobrepujar a pobreza e a desigualdade geradas pela ignorância e o desconhecimento frente aos direitos e capacidades individuais e coletivas.
O tema é, sem dúvida, tão ambicioso quanto necessário. Vencer esse binômio significa tanto a vitória de ordem econômica quanto, e primordialmente, sobrepujar a pobreza e a desigualdade geradas pela ignorância e o desconhecimento frente aos direitos e capacidades individuais e coletivas.
A primeira, porque a inacessibilidade a bens básicos de infra-estrutura e renda não permite que pessoas possam ter acesso a meios mais dignos de vida. A segunda, por sua vez, é capaz de minar as chances de se sobrepor a todas essas formas de misérias sociais, já que propicia a reprodução da cultura do conformismo e o cultivo de uma promíscua relação entre cidadãos e Estado.
Para tanto, a combinação de efetivos e bem sucedidos projetos de distribuição de renda aliada a concretas plataformas de ensino público, devem ser o caminho mais plausível para enfrentar tão fortes adversários para o desenvolvimento humano pleno e justo.
Tanto o Estado quanto a sociedade devem assumir responsabilidades. Isso quer dizer que, para ambos, responsabilidade é sinônimo de capacidade para assumir e transformar a realidade que se pretende superar. A única maneira do Estado se servir de membros capazes e a sociedade de dispor de cidadãos conscientes de seu dever é por meio de um sistema educacional concebido sob os alicerces da qualidade e da humanidade.
Qualidade significa falar em conhecimentos científicos, técnicos e teóricos tradicionais, bem como do incentivo à sua constante inovação e eficiência. Humanidade quer dizer agregar a tudo isso o aprendizado de temas socialmente importantes como educação para o consumo, meio-ambiente, cidadania e empreendedorismo.
O efetivo combate à pobreza e à desigualdade passa pelo modo de como elas se formam e perpetuam numa sociedade. Elas existem porque mecanismos falhos de governança e meios de produção que não distribuem riqueza em padrões desejáveis são reiterados pela forma como a sociedade aprendeu a se comportar e enxergar a si mesma. Adequar esse comportamento e visão a um novo paradigma de responsabilidade regional e mundial requer que a educação seja o principal fomentador dos valores da realidade social.
Dessa forma, por exemplo, se o mercado e o consumo são realidades da sociedade mundial, é necessária uma educação que envolva conceitos sobre o consumo consciente de bens e serviços, cuja qualidade atenda aos preceitos de sustentabilidade e sua produção respeite os trabalhadores quanto aos seus direitos e boas condições de trabalho, tudo isso visando expurgar os nefastos efeitos do consumo irresponsável, o qual indiretamente afeta todas as pessoas através das mudanças climáticas em escala global, o agravamento da pobreza e a violência.
Em praticamente todos os lugares do mundo, pobreza e desigualdade são problemas recorrentes, em alguns mais endêmicos e em outros mais pontuais. Por isso, desenvolver um modelo educacional internacionalmente discutido e implantado através de requisitos mínimos de qualidade nos diferentes países e culturas deve ter como baluartes a superação dos respectivos problemas locais, o incremento de conhecimento e a necessária consciência de cives totius mundi.
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